C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


PRINCESINHA
Começaste a existir no invólucro materno
Onde tua mãe, guerreira, a sorrir te protege
E pede ao Deus glorioso que esse mundo rege
Para cobrir teu ser com o seu manto paterno.
Pequena princesinha, teu bercinho rosa
Espera teu corpinho frágil e friorento
E o teu pai, orgulhoso, chora esse momento
Vertendo no teclado u’a lágrima ansiosa.
Serás minha rainha - Eu teu porto seguro!
Virás ao mundo, verde e eu estarei maduro
Para te encher de amor, proteção e carinho...
E nada mais almejo em minha trajetória
Além de te ajudar ao longo dessa história
Que será redigida em letras de carinho. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 14/09/2008
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