C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


FERIDAS
Não tentes me entender, de mim te desenrosques!
Que importa à tua alma se estou bem ou mal?
Passaste em minha vida feito um vendaval
Que devastou colinas, lagoas e bosques...
Não sei se estás feliz e também não me importa...
Só cuido do que é meu e ao mundo tu pertences!
Mas quero que te sentes, reflitas e penses
Que tudo se acabou por trás daquela porta.
Adeus, antigo amor, ainda penso em ti!
Mas não quero viver de novo o que eu vivi
Mendigando carinho, jogado aos teus pés...
Eu vou seguir meu rumo, o que passou, passou;
- Que alguém me queira assim do jeito que hoje eu sou
E que outro se apaixone pelo que tu és. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 22/08/2008
Alterado em 22/08/2008 Comentários
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