C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


AMOR BANDIDO
 
Que importa se no mundo sou mais um amante
Trocando de mulheres uma vez por mês...
O medo de sofrer e me acabar, talvez,
Transformou-me num fútil e devasso ficante.
 
Não tenho dona e nem sou dono de ninguém,
Também não cobro nada nem vou ser cobrado...
Mas tenho obrigação de querer a meu lado
Apenas quem me agrade e que me queira bem.
 
Pois sendo um mercador de vários corações
Eu compro afeto e vendo mimos e emoções
E se, às vezes, te firo é porque tu me feres...
 
E hei de assim seguir sem buscar almas gêmeas;
- Socorrendo a carência de milhões de fêmeas
E buscando socorro em todas as mulheres...
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 22/08/2008
Alterado em 22/08/2008


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