C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


ACRÓSTICO D – eus faça em tua vida um mar de encantamentos C – opie a tua história em letras de ouro Homenagem ao meu amigo, Dr. Deicson Cavalcante, colega de curso e parceiro de todas as horas. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 19/08/2008
Alterado em 19/08/2008 Comentários
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