C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos


ACRÓSTICO

D – eus faça em tua vida um mar de encantamentos
E – te emoldure o rosto com risos eternos
I  - serindo em tu alma belos sentimentos
C – alçando o teu semblante com momentos ternos.
S – se for para chorares, que a felicidade
O – fusque a tua íris de mimo e bondade
N – as páginas sublimes de brancos cadernos.

C – opie a tua história em letras de ouro
A – cada novo amor e em toda trajetória
V – alorando os teus pais e amigos na memória
A – calentando em cristo teus grandes tesouros.
L – evo através das letras que componho agora
C – arinho àquele amigo, “pedestal da hora”
A – a semear no peito os loiros da emoção...
N – a tua vida há sempre de florir carinho
T – trazendo sempre rosas pelo teu caminho
E – amor inesgotável no teu coração.

Homenagem ao meu amigo, Dr. Deicson Cavalcante, colega de curso e parceiro de todas as horas.
Deus te abençoe, meu querido.

Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 19/08/2008
Alterado em 19/08/2008


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