C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley


PRAZO DE VALIDADE
Tudo na vida tem começo, meio e fim
Imprimindo nos seres u’a profunda história
E infelizmente a nossa longa trajetória
Tirou-me do teu ser e te roubou de mim.
Sigamos separados mendigando em outras
Singelas existências o que em nós faltou
E se o cristal de outrora hoje se quebrou
Busquemos saciar as nossas bocas n’outras.
Contigo eu aprendi e te ensinei também
Que há males nessa vida que vem para o bem
E que nada supera a dor de uma saudade...
O amor é algo mágico e imprescindível
Porém nunca é eterno, apenas acessível
Até que vence o seu prazo de validade. Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 06/08/2008
Comentários
|