C'est Fini... O odor da flor em dor que em meu jardim sinistro Desabrochou e permitiu que os beija-flores Partissem sem deixar vestígios nos sensores De presença, no vão sombrio que administro. Recolho-me à minha insignificância E inundo com meu pranto o páramo sidéreo Que me devolve em canto lírico e funéreo Os restos do que eu fui ecoando na distância. E assim hei de vagar por toda eternidade, Mascote do fracasso e escravo da saudade Com o âmago sangrando a tiritar de frio Convivendo em necrópoles com os que morreram Em vida e suas células apodreceram À sombra cruciante do cipreste esguio. Nizardo Wanderley

Nizardo Wanderley

Cavaleiro Solitário

Textos

ACRÓSTICO
 
B – elíssimo sorriso que transmite em versos
R – aríssima magia envolta em sentimentos
U – nificando ao corpo em prazeres diversos
N – a excelsa formosura dos encantamentos
A – sua aura divina em amores dispersos.
 
C – entralizada em sua essência de sereia
A – musa soberana sonha e devaneia
M – inúsculas partículas de doce ilusão
P – ostando o seu encanto em sua alma divina
O – stentando seu brilho e o cheiro de menina
S – edados pelo encanto do seu coração.
Nizardo Wanderley
Enviado por Nizardo Wanderley em 27/05/2008


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